10/05/2015

NUMAS E NOUTRAS


(Em louvor ao poema de Sérgio L. Silva)
 

Eis que ando numas e noutras ondas
Como já não se diz nem se faz
Não como coisa qualquer a boiar:
Um excremento, por exemplo.
Esquiando sem braços e pernas, sem asas
Pelo aqui das gentes e por aí do mundo
Arquejando como peixe fora das palavras
E do que se espera como certo
Meio eu meio outro a prumo torto mesmo
Nas praias da vida porque é no mar minha ida
E vinda desse lugar sem rumo e sem chegar
Perambulando pelo vago quando cheio
O copo das águas desse abril sem brio
Nem portas que me abram às novas lidas
Vou mais que venho e se acaso me acham
Talvez seja eu mais uma onda que se espraia
Antes que noutra onda me contraia
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