20/08/2016

HORA DO JANTAR


não temos mais palavras para o jantar
o silêncio comeu tudo
o último a falar ainda tem fome
restam aos que calam desesperados
alguns resíduos deixados pelo silêncio
ao redor da mesa se olham sedentos
entupidos de estupidez repartem entre si
o pão da angústia de quererem todas
as palavras que acabaram para o jantar
assistem agora ao lento mastigar do silêncio
um silêncio de faca e gado
que os fazem infames e obrigados
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