27/08/2016

PONTE FINAL


Assente na velha cadeira
De balanço em balanço cada coisa
Se move dentro dos meus olhos
A vida também se remove ao me ver
Ainda mordaz comendo o tempo
Que me sublima pela varanda
Ganhei e perdi todo o jogo de ser
O arrojo de colocar uma vírgula
Entre prazeres e derrocadas
Se a vida não é um final do ponto
Parar o que vem ou atravessar a ponte
Talvez seja o modo de me surpreender
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