28/03/2017

UMA MANHÃ ALVA E JACTA


eles escaparão pelas frestas, pelos ralos
pelos becos da noite, pelas bocas de lobo
e dos caixas como autênticos caxias
pelos tantos e quanto negarem
eles ainda se acharão grandes, apesar das grades
e pousarão com suas faces opalescentes
como os melhores ímpios ainda mais limpos
irão beber do mesmo sangue nosso
comer nossa carne nos deixando ossos
e farão nascer uma manhã alva e jacta 
como se nos coubessem todas as tempestades
e de nada soubéssemos ainda que tarde

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