06/05/2017

PARALELOS E MERIDIANOS



passo rente aos meus subterrâneos
sem tocar a muralha do mundo
meu fundamento sem paralelos
destoa dos meridianos da vida
deixo-me ao largo da misericórdia
cruzo ruas e chego ao fim
algo de circular na vida pegajosa
ao corpo como a alma ao centro
desta cidade terrível e caolha
corto a linha que me liga ao equador
das sensações, e há ecos na dor
daqueles que cospem no chão das virtudes
planos não, nem retas me levam
à superfície dos meus subterrâneos
sigo sob o frio perfurante do anos
e não me vejo pender do fio do acaso
viver tem paralelos e meridianos
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