01/07/2017

LONGE



longe, muito longe
da pele que me deste
livre das vestes do teu monge
sem lugar nem nome, mais longe
dos que cavam seus buracos existenciais
longe, vagante, vidente
do horizonte sinuoso da beleza
do espaço sem fundura que me preenche
o saco da alma na antessala do tempo
onde alguém sempre espera um abraço
que o reconheça entre esses troços
e retraços de gente
longe, bem longe de onde estou
numa lonjura adstringente
aberto ao poro raro do que me sente
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