01/07/2017

SEM PALAVRAS


não ouço mais a tal voz interior
os mortos não se levantam
nada se sabe do bem e do mal
o corpo já não fala
o silêncio a nada se presta
é ficar vivo mas sem existir
não me subordino às orações
não desprezo mais os discursos vazios
tudo fica suave e frio nas mãos
e na rudez do pensamento
o mundo paralisa sem palavras
a inação do verbo cruza os braços
até de Deus e dos demandados
nada revela a nudez do infinito
e a poesia é uma estátua entre ruínas
com bêbado cercado de cães no entorno
e este poema?
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